De livro em livro

livro voo 8 m

Quando acabo de ler um livro há dois momentos que me dão um particular gozo. O primeiro, voltar a ler as páginas iniciais para me lembrar de como tudo começou. Daí a expressão: a aventura da leitura.

E como não sou pessoa para ler um livro de uma assentada, acabo por associar vários momentos do livro às situações do quotidiano. Talvez seja por isso que dizemos que um determinado livro é muito bom (e, por vezes, até juramos a pés juntos que é genial), porque encontramos as respostas que procuramos precisamente durante a leitura desse livro.

O segundo momento é a escolha do novo livro que vou ler. Nunca sei qual vai ser a leitura seguinte apesar de, às vezes, durante a leitura de um livro me deparar com referências a um outro. Aí, olho para a estante e vejo que tenho esse outro. Então digo: quando acabar este, já sei que livro vou ler.

Contudo nunca consigo cumprir essa promessa. Não é raro acontecer que demore alguns dias (felizmente poucos) até encontrar o livro “certo”. E como só tenho bons livros (cof… cof…) ainda me dá mais gozo. Ou porque o ambiente “agora não me interessa”, ou não tem o tom que procuro, ou porque tem poucos diálogos, ou porque quero ler texto corrido sem diálogos ou… enfim, desculpas esfarrapadas.

Sabendo que estou a “recusar” a leitura de autores consagrados, clássicos, livros que me foram recomendados por pessoas em quem confio, etc, ainda se torna mais irónico. É um pouco como ir ao Louvre. Estamos diante de tantos, tantos, quadros famosos, mas temos de escolher onde vamos perder (ou melhor, ganhar) o precioso tempo.

Aqui está, talvez a culpa seja do tempo. Sim, porque eu não ia deixar a culpa morrer solteira como acontece por aí. Pronto, por hoje fica assim, a culpa é do tempo. Por falar nisso, que horas são?

No vazio da onda.wordpress.com

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