A biblioteca era um universo em expansão, um labirinto intemporal de estantes, onde cada prateleira transbordava de cores e de texturas, e cada livro aguardava em silêncio o momento de ser lido. Algumas capas prometiam viagens misteriosas, mundos a explorar, emoções à flor da pele. Outras, mais discretas, ofereciam a quietude necessária à reflexão.
Inês sentou-se no soalho de madeira, cruzando as pernas entre desalinhadas pilhas de livros. A organização não importava — pelo menos não a convencional. A única ordem era a que a sua imaginação ia desenhando, como um trilho invisível que serpenteava entre as páginas, ligando narrativas que nunca se haviam encontrado antes.
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